sábado, 31 de agosto de 2013

Ameaça em pleno local de serviço

Quando alguém se dirige para uma repartição pública para ser atendida tem que saber se dirigir e comportar perante a pessoa que funcione nesse local e, dito isto, também refiro-me ao facto de respeitar o horário de atendimento.
Mas o que se passou na quarta-feira no meu local de serviço foi algo que até hoje perguntou-me se eu era a única errada ou se a pessoa em causa também tinha que ter o discernimento suficiente para saber separar as coisas...
Empatias e antipatias são coisas que andam de mãos dadas nas relações laborais, familiares e cordiais entre pessoas conhecidas e desconhecidas. Eu posso não gostar da forma de atender ou de se comportar de determinada pessoa, mas isso não me dá o direito e o poder que querer obrigar a outra pessoa a atender-me, porque exerce uma posição subalterna...
O que se passa no nosso país, na nossa sociedade, na nossa cidade é k as pessoas só respeitam as outras pessoas, devido a posição social que auferem...e não o respeito puro e simples. Por exemplo, se eu for sobrinha ou filha de determinada pessoa importante na nossa sociedade, eu posso fazer e dizer tudo e mais alguma coisa, as pessoas possivelmente irão criticar-me, mas a frente nunca terão coragem de fazer nada...
Já se a pessoa for uma pessoa sem nome, sem uma rede forte de influências e, cometer um mero deslize ou erro ou mesmo falha comportamental ou moral, não só será criticada publicamente perante terceiros (quando deveria ser feito entre 4 paredes) e corre o risco de lhe ser imputada um processo disciplinar...
O que se passou na quarta-feira passada, tem um que de ridículo como tem o que de falta de tacto...
A senhora chega não cumprimenta, dá o número do processo ao colega para ser atendida, o colega passa o número para mim, mesmo sabendo que somos 2 pessoas a atender e eu estando a fazer um trabalho...Eu chamo atenção da senhora, porque a referida senhora tem sempre o péssimo hábito de vir para além da hora normal de atendimento. A senhora responde-me, dizendo que eu tenho a mania de implicar-me com ela e que não tenho maneiras a falar e eu pergunto se a senhora é que tem maneiras a falar comigo?
Ao que ela responde dizendo que eu tenho o Rei na barriga e eu respondo dizendo que n tenho nenhum rei na barriga, ela exaltasse quando eu digo que ela é n tem maneiras, pk estava a falar alto, obrigando-me a falar alto para saber responder a medida...depois disso a senhora começa a ameaçar, dizendo que tu vais ver o que eu vou fazer-te, eu vou fazer aqui um escândalo...eu respondo minha senhora faça o que quiser, eu n vou atendê-la e vou falar com o meu colega para atendê-la...ela n satisfeita, começa a estrebuchar e começa a gritar a dizer que a tensão dela está a subir que estava a passar mal e que ia desmaiar, chamando atenção das pessoas, ao ponto da juíza e da procuradora virem saber o que se passa...
Depois disso, eu sempre mantive a minha segurança, permanecendo no meu local de trabalho, a juíza entra sala a dentro, perguntando o que se tinha passado, ao que eu expliquei o k se passou. Ela n faz mais nada e pede para eu ver o processo da senhora, ou seja, dando razão a senhora...Depois do tal suposto desmaio que a meu ver é uma simulação, algumas pessoas estavam do lado dela a acalmar a senhora e ela claro conseguiu a atenção e o k tinha dito: "Tu vais ver o eu vou fazer, eu vou fazer um escândalo.." como tava nervosa e irritada com tudo o que se tinha passado, pedi ao meu colega para ver o processo, expliquei onde estava o processo e graças a Deus tudo estava conforme, não havia uma falha minha nos processos...
 Agora eu pergunto uma pessoa que desmaia, consegue ligar p filhas p virem ter c ela e entra na sala da juíza para ouvir o caso dela??? Resultado as filhas chegaram, uma delas olhou para a janela do cartório com ar ameaçador p intimidar...
Depois meu colega viu as movimentações da família da senhora e deu um toque na minha colega para me alertar para eu sair...na sexta-feira foi trabalhar, na parte da tarde aparece mais uma vez os filhos da referida senhora com caras de poucos amigos, ameaçando e intimidando, o meu colega deu o toque num dos colegas para eu sair de novo do local de serviço por segurança...
Eles foram para a sala da juíza para informar que a mãe deles não está mto bem e que eles querem publicar o se passou no jornal e querem fazer justiça por próprias mãos...~
A juíza pediu desculpas pelo comportamento, pediu para n fazerem justiça por mãos próprias e disse-lhes que ia tomar as devidas providências...Ou seja, deu poder, azo para a família depois fazer trinta por uma lei...no fundo mais uma vez vi que os funcionários nesse cartório nunca têm direitos, somente deveres, juízes estão mais preocupados em dar-se bem, sair por cima e não estão nem aí p saúde física, mental e psicológica dos seus funcionários...
Nem dormi a pensar em tudo o que se passou, a reflectir na minha atitude e comportamento de quarta-feira, onde errei...e a rezar para que essa senhora n morra e eu seja lixada publicamente ou morta....
Minhas orações vão para essa senhora caboverdiana que desejo melhoras e mtos mais anos de vida...

Sem comentários:

Enviar um comentário